É bem intuitivo que trabalhar com polinômios é bem mais fácil do que trabalhar com a maioria das funções que a gente encontra por aí. Assim fica claro o quanto o infinitésimo de ordem superior nos auxilia no momento em que optamos a trabalhar com o polinômio de Taylor de uma função.
Penso que o mesmo ocorre com o pensamento humano. Temos uma necessidade insaciável de entender o mundo em nossa volta, nossos sentimentos e a maneira destes se relacionarem. Então questionamos os acontecimentos, procuramos decifrar o que captamos e buscamos teorias para apoiar nossas conclusões. Isto é, tentamos criar um modelo através da linguagem (símbolos) para "aproximar" nossa realidade e torná-la mais simples.
Uma questão levantada por dois amigos. Minha língua materna é o Português, certo? Nesta língua eu sou capaz de codificar meus pensamentos e de transmití-los de tal modo que uma outra pessoa conseguiria decodificar esta mensagem e fazer uma leitura da mesma. Neste momento vamos nos atentar ao primeiro passo. Eu penso. Depois eu codifico este pensamento em símbolos próprios da minha língua. Então, na verdade, a mensagem passada nada mais é que uma "aproximação" do que eu pensei. E se minha língua materna fosse o Inglês? Este processo teria uma "aproximação melhor"? E analisando do primeiro até o último passo, como se comporta o "resto" entre o que eu pensei e a leitura que a outra pessoa fez deste pensamento? Uma das coisas que pude concluir disso é que o conhecimento adquirido por experiência ou por reflexão influencia diretamente na capacidade de codificar e decodificar pensamentos.
Minha meta neste blog é tentar codificar e decodificar (o quê?) com um resto que é um infinitésimo de ordem superior.
Muito bonito o propósito do seu blog.
ResponderExcluirEspero ver pelo menos um post por semana.
Vai fazer diferença.